[REVIEW] Os elementos do investimento, livro que devemos ler todos os anos - Contabilidade & Métodos Quantitativos

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

[REVIEW] Os elementos do investimento, livro que devemos ler todos os anos

"The Elements of Investing: easy lessons for every investor" é um trabalho em conjunto dos autores de vários outros best sellers Burton Malkiel e Charles D. Ellis.

O livro trata do básico para investidores, desde o início de tudo (a poupança) até estratégias de diversificação e rebalanceamento de carteiras, sem entrar em questões técnicas por ser um livro básico.

O foco geral é no investimento passivo, visto que Malkiel é um dos maiores pesquisadores da Hipótese de Mercados Eficientes, onde, em média, ninguém pode ser melhor do que o Mercado consistentemente.





QUEM SÃO OS AUTORES

Burton Malkiel: é economista e pesquisador de finanças com diversos livros e artigos publicados. No final do post eu colocarei os links dos seus principais livros. O principal artigo mais "recente" dele talvez seja o que trata da hipótese de mercados eficientes e suas críticas, atualizando o conceito e criando a ideia de mercados parcialmente eficientes.

Charles D. Ellis: foi fundador da Greenwich Associates e escritor de vários livros sobre finanças, além de ter sido Professor de cursos avançados sobre investimentos em Harvard e Princeton.




UMA VISÃO GERAL

O livro é composto por 6 capítulos, mais alguns apêndices e recomendações de leitura. Tudo isso em 182 páginas de um livro quase de bolso (um pouco maior do que o meu celular).

O primeiro capítulo (Save) trata de como qualquer investidor que não começa com o dinheiro de uma herança ou prêmio de loteria deveria começar: poupando... e isso não quer dizer colocar dinheiro na poupança... quer dizer que você precisa gastar menos do que recebe.



O segundo capítulo (Index) fala sobre a ideia geral de investimento passivo e que é muito difícil alguém conseguir ter um desempenho melhor do que o mercado todo de forma consistente durante muitos anos.

O investimento passivo, em resumo, busca seguir um benchmark, que é um índice previamente escolhido, como o Ibovespa (para ações) ou o CDI (para renda fixa), enquanto que o ativo busca superar o benchmark.

Além disso, o capítulo trata de formas diferentes de indexação que estão disponíveis para que o investidor possa escolher e investir, além das vantagens de se investir de forma passiva.



O terceiro capítulo (Diversify) trata do que talvez seja o principal conceito que os investidores iniciantes devam ficar atentos: DIVERSIFICAÇÃO!

A diversificação é importante para os iniciantes porque ela faz com que você não fique concentrado em um único ativo ou tipo de investimento, de modo que se algo acontece com aquele ativo e ele perde valor, você está protegido com outros ativos.

Mas lembre-se: diversificar não é apenas aplicar seus recursos em coisas diferentes! Os autores tratam de diversificação entre classes de ativos, entre mercados, ao longo do tempo e rebalanceamento da carteira.

Particularmente, eu não sou muito diversificado.

Eu já comentei no meu Instagram em alguns stories que eu sou muito concentrado nos meus investimentos.

Hoje, no dia em que comecei a escrever esse texto (16/12/2018), eu tenho 10% do meu capital em reservas de emergência, 0,19% em Dólar/Euro/Libra e 89,71% em renda variável. Desses 89,71%, que são basicamente ações, 66% estão alocados em apenas 3 empresas.

Mas eu entendo bem os riscos e tenho o meu estômago treinado para oscilações do mercado há quase 10 anos. Não tente isso sozinho em casa sem antes estudar muito e se acostumar com a volatilidade (oscilações) do mercado.

Eu não diversifico muito porque isso gera um custo: redução de risco, leva a redução de retorno esperado. Mas, repetindo, não repitam isso em casa sem o devido treinamento ou acompanhamento profissional.



No quarto capítulo (Avoid Blunders) os autores tratam de vacilos comuns que os investidores cometem. Esse é um dos melhores capítulos do livro.

Recomendo que leiam com bastante atenção e tentem aprender com os erros dos outros.

Eu, especialmente, cometi dois grandes erros como investidor ao longo do tempo (na verdade foram 3):

  1. No começo da minha carreira como investidor eu investi sem estudar o suficiente, então fui aprendendo com a prática e o tempo, porém perdendo algum dinheiro nesse meio tempo;
  2. Caí na armadilha de não olhar para detalhes de fora da empresa, mas que poderiam afetar, e afetaram, o meu investimento.
O segundo erro foi no caso da Smiles (como exemplo, mas tenho outros - ninguém é de ferro). A empresa é muito boa, porém eu não contava com a astúcia da Gol.

Eu pensei: a) a Gol não tem dinheiro suficiente para fazer uma OPA com o valor de mercado atual da Smiles - eles não têm caixa; b) a Gol não tem como pegar financiamento, eles já estão muito endividados e isso sairia muito caro, se saísse; e c) a Gol não pode fazer o mesmo que a LATAM fez, porque o contrato Gol/Smiles ainda tem 15 anos de duração. Aí eles inventaram uma reorganização societária, como saída que eu não esperava... mas essa história ainda terá muitos capítulos.

O terceiro erro foi que durante o meu mestrado eu negligenciei um pouco os meus investimentos.

Continuei juntando dinheiro, mas não investi como deveria, porque não tinha tempo. Se eu tivesse lido esse livro naquela época, eu teria feito algo melhor: investimento passivo.

O quinto capítulo (Keep It Simple) é especialmente direcionado para aqueles que estão começando a estudar agora e, principalmente, são investidores quantitativos (quants). Na maioria dos casos, o mais simples resolve o seu problema. 

Quando começamos a estudar, principalmente sobre valuation, descobrimos um monte de modelos quantitativos e acabamos querendo usar. Muito cuidado com isso. Keep it Simple Stupid (KISS)!!


Por fim, além dos apêndices, o livro traz o sexto capítulo (Timeless Lessons for Troubled Times) com lições para tempos difíceis, tratando, mais uma vez, de volatilidade, diversificação, rebalanceamento da carteira etc.



TRECHOS DE DESTAQUE

Meu modelo de estudo é fazendo anotações. Eu não consigo ler uma coisa para estudar e não anotar nada.

Dessa forma, assim como nas outras resenhas que eu fiz, tenho muitas anotações porém selecionarei apenas algumas para destacar aqui.

Logo no início do primeiro capítulo, uma coisa me chamou muito a atenção: a Regra do 72.

Essa simples Regra do 72 me chamou a atenção por causa justamente da sua simplicidade. Ela não é uma coisa muito científica e os autores do livro são cientistas.

Mas aí é que está o ponto. Eles seguem o princípio KISS, que eu citei lá em cima.

Vamos à ideia da Regra do 72. A primeira coisa que precisamos saber é a fórmula básica da matemática financeira a juros compostos: VF = VP*(1+i)^n; em que VF é o valor futuro, VP é o valor presente, i é a taxa de remuneração do capital investido e n é o tempo que o capital ficou aplicado. "^" quer dizer que é uma potência, ou seja, (1+i) está elevado à potência n, na fórmula.

A Regra do 72 trata do tempo que você levará para dobrar o seu capital investido. É uma regra simples de bolso, baseada naquela fórmula que eu citei acima dos juros compostos.

Você conhece a maravilhosa Regra do 72? Se não, aprenda agora e se lembre disso para sempre. É fácil e isso desbloqueará o mistério dos juros compostos.

A ideia é a seguinte (isso não está explicado no livro):
  • VF = VP*(1+i)^n
  • Se eu quero saber em quanto tempo dobrarei o capital inicialmente aplicado (VP), então:
  • 2 = 1*(1+i)^n
  • Aplicaremos o log natural (LN) dos dois lados da equação, para retirar a potência n do expoente;
  • LN(2) = LN[1*(1+i)^n]
  • 0,69 = LN[(1+i)^n]
  • Aplicando uma das propriedades dos logaritmos, temos:
  • 0,69 = n*LN(1+i)
  • Aplicando uma outra simplificação, temos que o LN(1+i) é igual ao próprio i. À medida em que i se aproxima de zero (i é uma taxa, que é um número dividido por 100... por exemplo 10% = 0,10). Dessa forma:
  • 0,69 = n*i .:. Para saber quanto tempo (n) precisaremos para dobrar o capital, fazemos o seguinte:
  • n = 0,69/i

Mas por que a Regra do 72 não é chamada de Regra do 0,69? 

Explico!

Por ser uma regra de bolso, as pessoas que a desenvolveram preferiram multiplicar por 100, para, no lugar de usar um número decimal com várias casas após o zero, usar um número inteiro. Esse é o ajuste da multiplicação por 100.

Dessa forma, a fórmula seria: 69/i. 

Mas isso ainda não é 72! 

Além disso, para facilitar as contas de cabeça, é muito mais fácil aproximar o número 69 para 72, porque o 72 tem mais divisores fáceis de se fazer divisão de cabeça (1, 2, 3, 4, 6, 12, 18...).

Essa é a história da matemática da Regra do 72.

Assim, tendo uma rentabilidade esperada de 10% ao ano, você consegue duplicar o seu capital em 7,2 anos (72/10).

Se não tivéssemos feito aquele ajuste da multiplicação por 100, a fórmula seria 0,72/i... e o i deveria estar em número decimal, logo: 0,72/10% = 0,72/0,10 = 7,2.

O mesmo resultado, porém mais difícil de fazer a conta de cabeça.

Enfatizo: essa é a uma simplificação. Uma regra de bolso.

Se fôssemos fazer essa conta exatamente, com a fórmula básica da matemática financeira, o valor exato seria de 8 anos e não de 7,2.

Complementando a ideia, os autores trazem uma frase de Benjamin Franklin:

Dinheiro gera dinheiro. E o dinheiro que o dinheiro gera, gera mais dinheiro.

Agora, quando for consumir algo que não precisa (e eu sempre falo isso para um primo meu), pense na Regra do 72. Isso fará uma enorme diferença na sua aposentadoria!!

Se você tem 25 anos e não pede a taça saideira de vinho em um restaurante chique hoje, você deve poder celebrar com a sua esposa o benefício dos juros compostos com um jantar completo no mesmo restaurante daqui a 30 anos. O poder dos juros compostos é o motivo para as pessoas concordarem que poupar e investir hoje é uma coisa boa. É muito bom ter as forças poderosas do tempo trabalhando para você 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Ainda sobre o poder dos juros compostos, uma das frases que eu mais gosto no mundo de investimentos é essa que coloco abaixo, juntando a ideia de tempo (time) com a ideia do tempo perfeito para se fazer um investimento (timing):

Sorte na escolha do melhor momento (timing) para investir é tudo de bom, porém o tempo (time) é mais importante do que o timing. (...) Coloque o tempo para trabalhar do seu lado. Para ser rico com certeza você tem que fazer as coisas sabiamente - o que quer dizer lentamente - e você precisa iniciar agora.

No capítulo 2 os autores trazem vários insights para os investidores iniciantes.

A ideia central é que ninguém sabe mais do que o Mercado e investir em fundos passivos é uma boa ideia (que tem gerado uma performance muito melhor e com um custo muito mais baixo do que uma grande quantidade de fundos ativos - na página 35 eles trazem dados).

Por trás disso há uma justificativa: os gestores de fundos ativos não são burros, porém eles são "o Mercado", por isso não é possível saber mais do que o Mercado. Eles entregam resultados bons, em média, porém antes de considerar os custos (taxa de administração e performance). Quando isso é colocado na conta, em média, os fundos ativos não conseguem ganhar do Mercado.


Eles comentam sobre o caso de Warren Buffett que tem conseguido bater o mercado pelos últimos 40 anos.

Além disso, os autores enfatizam que existem vários WB por aí. Porém procurar por eles é como procurar por uma agulha no palheiro (Mercado) e que no lugar de você procurar por uma agulha para comprar/investir, é melhor comprar/investir no palheiro todo (se referindo ao palheiro como um fundo passivo que apenas segue o Mercado sem tentar batê-lo).

Em geral, os autores resumem as vantagens de se investir em fundos passivos:
  1. É simples de investir, porque você não precisa fazer muitas escolhas. É só olhar para quem cobra menos, basicamente;
  2. São mais baratos; e
  3. São mais previsíveis - não tem como prever se o Mercado vai subir ou cair, mas tem como saber que você não cairá mais do que o Mercado... nem vai subir mais também!

Com relação aos fundos passivos, tem uma estratégia que eu passei a usar ano passado, após ter lido o livro:
Faça o que os investidores profissionais tem feito: indexe o principal da sua carteira a um benchmark e então, se você quiser, monte algumas outras posições fora do benchmark.

Ano passado, em 2017, por exemplo, uma quantidade razoável da minha carteira (não era o principal, mas boa parte) estava alocada no fundo passivo DIVO11 - um ETF que replica do índice de dividendos da bolsa (IDIV). O restante do capital estava alocado em ações específicas e que me renderam bons retornos naquele ano, como CSU CardSystem, Magazine Luiza e Raia Drogasil.

Ao término do capítulo 2 os autores fazem uma confissão. Leiam com atenção!

Com relação à diversificação, que os autores tratam no capítulo 3, eles dizem que devemos diversificar com relação:
  1. Aos ativos;
  2. Às classes de ativos;
  3. Ao mercado; e
  4. Ao tempo.
Eles exploram cada um desses tipos de diversificação em subseções específicas.

Ainda no mesmo capítulo, os autores falam sobre rebalanceamento da carteira - essa é uma coisa que eu faço com uma certa frequência. Se eu não fizesse rebalanceamento da minha carteira, Magazine Luiza teria se tornado quase 100% do meu portfolio.

Os autores trazem dados que mostram que a média anual do retorno de uma carteira rebalanceada é de 8,46% (com volatilidade de 9,28%), enquanto que uma carteira sem rebalanceamento tem retorno anual médio de 8,08% (volatilidade de 10,05%).

Se usarmos a Regra do 72, o período para duplicar o capital seria, respectivamente de: 8,51 anos e 8,91 anos. 

Se fôssemos deixar R$ 1,00 aplicado por 40 anos, a diferença seria de [R$ 25,75 - R$ 22,37] = R$ 3,37. Agora pense isso em milhares ou milhões de reais! 

Finalizando os trechos de destaque do capítulo 3, trago a seguinte frase:
Rebalancear a carteira nem sempre aumentará os seus retornos. Porém sempre fará com que o seu risco reduza e sempre assegurará  que a sua alocação atual permaneça consistente com a correta alocação para as suas necessidades e temperamento.

Por exemplo, se você tem 60% em ações e 40% em renda fixa, num período de alta muito forte na bolsa, as suas ações podem subir, por exemplo, para 80% do seu patrimônio. Nesse momento, para manter a sua estratégia de 60/40, você pode vender as ações e alocar em renda fixa para rebalancear e voltar para o patamar que você definiu.

Como eu disse anteriormente, se eu não rebalanceasse Magazine Luiza com certa frequência na minha carteira, ela chegaria a quase 100%. Esse rebalanceamento me fez vender ela nos períodos em que subia muito e acabar recomprando quando caía muito... sem tentar fazer gestão de timing, mas apenas gerenciando o peso dos ativos na minha carteira.

No capítulo dos erros que as pessoas devem evitar, o quarto, um dos primeiros trechos que eu anotei dizia o seguinte:
Evitar problemas sérios, particularmente problemas que vêm a partir de assumir riscos desnecessários, é um dos principais segredos do sucesso nos investimentos.

Um erro comum e que leva a um risco bem desnecessário é de tentar prever o futuro - principalmente com previsões mirabolantes. Os autores até fazem um link com a pesquisa de Philip Tetlock (cujo livro já foi resenhado aqui no blog - links abaixo). Ele diz que a pesquisa de Tetlock mostra que as previsões dos "experts" quase não conseguem ser melhores do que previsões aleatórias e que quanto mais famoso for o "expert", menos acurada a previsão tende a ser.



O capítulo Keep It Simple é um grande resumão do livro até o momento e o que os autores fazem com seus investimentos:
  1. Comece a poupar cedo e regularmente;
  2. Use a ajuda do seu empregador e do governo para dar um up nos seus investimentos;
  3. Tenha uma reserva de emergência;
  4. Tenha seguros;
  5. Diversificação reduz ansiedade;
  6. Evite dívidas no cartão de crédito;
  7. Ignore a fúria de curto prazo do Senhor Mercado;
  8. Use fundos passivos de baixo custo;
  9. Evite categorias "exóticas" de investimento.

Outros pontos importantes trazidos nesse capítulo que você deve considerar para ter sucesso nos investimentos:
  • Considere a sua situação financeira agora e no futuro;
  • Considere a sua idade;
  • Considere o seu lado emocional ("estômago") e sua atitude com relação aos riscos do mercado; e
  • Considere o seu conhecimento e interesse em investir.

Nas páginas 108 e 109 os autores colocam as sugestões deles para alocação de ativos com base na idade das pessoas. Claro que isso é uma ideia geral e vocês não devem seguir como se fosse uma receita de bolo, pelos motivos expostos acima.

Por exemplo, para um cara da minha idade, entre 20 e 30 anos, Malkiel recomenda algo entre 75% e 90% em ações, enquanto que Ellis recomenda 100%. Estou no caminho certo, segundo a opinião deles.

Por fim, fica a frase para vocês terem escrita no teto do seu quarto, em cima da cama, para ler todos os dias quando acordarem:
Paciência e persistência são os fatores chace para o sucesso em investimentos. O investidor de longo prazo que usa essas ferramentas com um programa de investimento por muito tempo terá o melhor sucesso nos investimentos.





NÍVEL DE PROFUNDIDADE/ACESSIBILIDADE

Esse é o livro mais didático, e com bom conteúdo, sobre investimentos que eu já li.

Às vezes pegamos livros de alguns especialistas em finanças pessoais que são muito didáticos, mas que têm pouca ou nenhuma profundidade.

São poucas pessoas que conseguem juntar profundidade e didática numa coisa só. Parabéns aos autores por isso!

Todavia, dado o volume de páginas do livro, não espere muita profundidade. Para isso vocês podem recorrer aos demais livros dos autores, cujos links estão no final deste post.



A QUEM É INDICADO

Esse livro é indicado para TODOS os investidores iniciantes. E os que não são iniciantes devem ler esse livro de tempos em tempos.


VALE À PENA?

Em minha opinião vale muito à pena.

A leitura é muito fácil e rápida, mas abrirá a sua mente para um monte de coisas... como abriu a minha para a questão de eu ter uma parte do meu patrimônio alocado em um fundo passivo e uma outra eu vou "para a guerra" com as minhas escolhas específicas.

Recomendo também que não pulem o prefácio e nem o prólogo do livro.

Quem se interessou pelo assunto, o link para comprar o livro é esse:




OUTROS LIVROS DOS AUTORES

A Random Walk Down Wall Street


Winning The Loser's Game


The Index Revolution: Why Investors Should Join It Now



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5 comentários:

  1. Ótima resenha, Felipe! Como tinha falado contigo no Twitter, já tinha lido o "A Random Walk" e em breve pretendo comprar esse. Muito interessante a história da Regra de 72, eu conhecia ela mas não sabia de sua origem.

    Quanto à diversificação, eu me considero bem diversificado especialmente dentro dos meus investimentos em ações, mas simplesmente por não ter ainda tido uma convicção tão forte em um case a ponto de resolver me concentrar fortemente nele, mas não vejo nada contra. Eu acho, sim, que a diversificação deve ser sempre valorizada especialmente como uma regra geral, mas não há problemas em um investidor experiente e confiante quebrá-la nas circunstâncias corretas. O Buffett já chegou a ter 75% do seu capital em uma única empresa, e sempre "desconfiou" um pouco do Benjamin Graham que tanto pregava a diversificação, mesmo quando era mais novo e ainda tinha Graham como praticamente seu único guru com relação aos investimentos.

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    1. Valeu pelo comentário, Gutenberg.

      É isso aí. Cada um faz o que é confortável, desde que seja consciente!

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  2. O comentário anterior saiu como anônimo, mas foi feito por mim! :). Abs!

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  3. Não conhecia esse livro, estou lendo o Décio Bazin no momento. Obrigado!

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